Plano de Ação e Orçamento para 2019

Data 03 Dezembro 2018

Plano de Ação e Orçamento para o ano de 2019

 

O ano de 2018, continuou a refletir a crise económica que se instalou em Portugal e da qual resultou uma perda considerável dos rendimentos das famílias de uma maneira geral, tendo-se naturalmente, manifestado com especial incidência nas famílias mais carenciadas. A falta de emprego de pelo menos um dos elementos da família, também originou uma redução desse rendimento e a acumulação de dívidas.

As IPSS, enquanto setor solidário, têm vindo a sofrer uma enorme pressão, já que aliado ao cumprimento dos seus objetivos veem-se confrontadas com uma menor receita gerada pelas comparticipações familiares (causada pela perda de rendimentos das famílias e alargamento da rede pública do pré escolar) e com exigências cada vez maiores por parte dos ministérios da Segurança Social e da Educação, requisitos legais de todo o tipo, sem qualquer contrapartida económica que permita fazer frente aos mesmos.

O ano de 2019, adivinha-se tão ou mais preocupante que o de 2018. Será um ano de grande esforço por parte desta instituição porque: é cada vez mais difícil acompanhar o aumento do salário mínimo nacional e proceder a pequenos acertos salariais nos restantes salários, com a perda de rendimentos gerado pelas comparticipações familiares e as parcas atualizações das comparticipações da ISS, I.P., as instalações carecem de manutenção urgente que não tem sido possível fazer, a resposta social de jardim de Infância sofreu este ano letivo uma redução no número de crianças o que implicará uma perda na comparticipação mensal da ISS, IP, entre outros.

Em 2019, o Centro Infantil da Zona de Justino Teixeira, apesar de todas as dificuldades que se adivinham, apostará em continuar a tentar proporcionar às crianças que nos frequentam o máximo de qualidade quer humana quer material, pelo que iremos proceder a uma campanha de maior divulgação dos nossos serviços, abrir a possibilidade de frequência nos períodos de férias escolares a crianças que não frequentam durante o restante ano letivo as respostas sociais; dinamizar campanhas de angariação de fundos junto dos nossos fornecedores e famílias e contactar as juntas de freguesias de Campanhã e Bonfim, no sentido de podermos aceitar crianças carenciadas com mensalidades muito reduzidas.